segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UMA INTRODUÇÃO AO DISCIPULADO CRISTÃO - DISCIPULADO É ORDEM DE DEUS

   Há um texto nas Escrituras que nos deixa maravilhados. É o capítulo 25 de 1º Crônicas, que registra a organização e a atividade específica de um grupo de levitas que se dedicava exclusivamente à música. O versículo 6 resume a beleza daquele quadro, quando afirma que 
todos os músicos e cantores estavam sob a direção respectiva de seus pais Asafe, Hemã e Jedutum e estes sob as ordens do rei Davi.  Que segredo havia naquelas famílias, para conseguir aquela submissão espontânea, pois que da qual se exigia harmonia e dedicação? E não há dúvida de que todos estavam em comunhão íntima com Deus, a ponto de profetizarem com harpas (v.3), terem visões espirituais (v.5), estarem aprovados e serem constituídos alvos de promessas especiais de Deus. O grau de harmonia entre aquele grupo era tão grande, que se consideravam iguais entre si, a ponto de se submeterem todos a um sorteio comum para lhes designar os deveres (v. 8), independentemente de hierarquia, antiguidade ou privilégios especiais.
     A explicação para esse exemplo tão tocante está no v. 8: o tipo de relacionamento que cultivavam – O DISCIPULADO. Mestre e discípulo eram iguais nos deveres, mas respeitosos na submissão (v.6). Estes dois pontos caracterizam princípios para todos os cristãos em sua relação no corpo de Cristo e atividade espiritual.
     O DISCIPULADO é, pois, um tipo de relacionamento que gera uma submissão espiritual desejável. Davi era o chefe daquele grupo que se compunha de 288 músicos. Certamente não por ser rei, mas pelas suas qualidades. A submissão do discípulo ao seu mestre não se dá numa base formal, como se na obra de Deus alguém pudesse ser nomeado mestre por um decreto ou portaria, ou mesmo eleição.  Antes, porém, se baseia na autoridade espiritual do mestre e no reconhecimento dessa autoridade por parte do discípulo.     
     A ligação mestre - discípulo se baseia na diferença de espiritualidade entre um e outro. O mestre ou discipulador é uma pessoa que aprendeu antes, passou por todas as etapas do aprendizado e tem amor pela obra de Deus, a ponto de conseguir fazer discípulos e se dar por eles.  Por isso se estabelece (formal ou informalmente)  um compromisso de aliança entre ambos. O discípulo se submete ao mestre.
     Apesar da autoridade espiritual, o mestre não se sente no direito de "mandar" no discípulo, como que querendo  controlar a vida dele. No culto, na atividade espiritual, o mestre serve junto com o discípulo. São todos iguais. Ele trabalha também. É como o que fizeram todos os príncipes na reconstrução dos muros de Jerusalém com Neemias.
     A vida e o ministério de Jesus sobre a terra foram um exemplo insofismável do discipulado, bem como o método ou a forma de trabalho do apóstolo Paulo. O escritor Robert E. Coleman, em seu livro intitulado em Português “O PLANO MESTRE DE EVANGELISMO”, analisa com extrema felicidade o ministério terreno do Senhor e estabelece os 8 princípios do discipulado cristão, o que deveria merecer a atenção de todo cristão sério, bem como de todo líder evangélico. São eles: SELEÇÃO, ASSOCIAÇÃO, TRANSMISSÃO, DEMONSTRAÇÃO, DELEGAÇÃO, SUPERVISÃO e REPRODUÇÃO.
     Ao partir, o Senhor deixou-nos a ordem clara: “ Ide por todo o mundo e fazei discípulos...” O IDE é inseparável do FAZER DISCÍPULOS. É impossível fazer discípulos sem ir (como que esperando por eles- e há muita gente nas igrejas assim), como é inútil ir pregar sem uma condição mínima para discipular, ou consolidar os resultados alcançados. Seria como que semear apenas à beira do caminho, esperando que Satanás não roube a semente lançada e ela germine sozinha (assim só mato). Ou como continuar pescando em alto mar,  com o barco a pique, sem condições de trazer os peixes.
     O fazer discípulos é, pois, em primeiro lugar, a ordem máxima do cristianismo. É a missão principal do cristão, à qual todo cristão deve se dedicar, para não ser uma pessoa estéril.
     Ocorre, porém, em nossos dias, uma confusão perigosa entre o IDE  e o VINDE. Parece que a tendência geral entre os cristãos mais sinceros é de enviar obreiros para pregar aos incrédulos, para depois trazê-los (para a sua Igreja). A atitude atual parece ser, pois: “ide, e depois vinde”; como se não se cresse no poder do Senhor, para dizer: “ide, ficai, crescei, multiplicai-vos.”
     Novamente em Israel encontramos esclarecimentos adicionais sobre este assunto. Foi o próprio Senhor quem ordenou aos filhos de Israel que viessem todos ao templo três vezes por ano (Êxodo 34.23). Quando no deserto os israelitas se acampavam, cada um deveria fazê-lo, não no lugar que achasse melhor, mas cada um sob o seu respectivo estandarte, e todos ao redor da tenda da congregação. Cada tribo (cada grupo) com seu príncipe, segundo sua família, a casa de seu pai (Nm 2.2). Isso era necessário para que houvesse ordem entre todo aquele grande povo. O discipulado tem uma de suas finalidades no arregimentar um grande número de pessoas, guardando uma necessária unidade de ação. Este ideal é praticamente impossível  de ser alcançado com uma liderança fraca ou um governo frouxo e destituído de discipulado.
     Os príncipes (os homens principais) de cada tribo desempenhavam um papel muito importante no governo civil em Israel, mas não no culto a Deus. Cada príncipe era o filho mais velho do príncipe anterior e, sendo assim, em questão de ordem, todos da tribo lhe deviam obediência. Isto é a área de governo da igreja, visando ordem no povo (para que haja progresso).  Mas  no culto todos eram iguais. E os sacerdotes, que ofereciam os sacrifícios, eram servos de todos.  Deus atenderia a todos e a cada um que tivesse o coração sincero e O buscasse em espírito e em verdade, como adoradores verdadeiros.
     Em Números 10 se estabelece a instituição das trombetas, que deveriam ser tocadas pelos sacerdotes. Elas eram o meio de comunicação rápida entre os líderes e o seu povo, fator de arregimentação. Os toques das trombetas se dirigiam ora só aos príncipes (v. 4), ora a toda a congregação (v.3). Tocavam na guerra (v.9) e nas festas (v.10). Ao tocarem, todos osdiscípulos deveriam dirigir-se aos respectivos “mestres” ou chefes. E assim todo o povo atenderia a uma só ordem.  Povo de convocação. Que maravilha!  Ficamos admirados.
     Nas passagens acima percebemos claramente duas tendências: a centralização e a descentralização.
            A organização da Igreja inclui esses dois movimentos distintos, reconhecidos em suas respectivas áreas. O governo eficiente e participativo exige a descentralização. E para tanto, nada melhor do que o discipulado. Mas o culto a Deus e a unidade de ação dependem fundamentalmente da centralização de decisões e de orientação específica. Da mesma maneira, nada melhor do que o discipulado, que é a única forma possível de garantir a obediência às ordens divinas, havendo a necessária descentralização, para o governo eficiente.
     Podemos, portanto, afirmar que a vontade de Deus na Igreja é a centralização para o culto e a descentralização no governo e na ação.

O QUE É DISCIPULADO

     Para Moisés, o conselho do sogro, de escolher anciãos que com ele dividissem a responsabilidade sobre o povo (Êxodo 18. 21-26), teve o respaldo divino (Números 11.16), de forma que entendemos ser a delegação de responsabilidades bem vista aos olhos de Deus. O próprio governo do Rei Jesus sobre a terra no milênio adotará esse tipo de organização, quando uns receberão autoridade sobre 5 cidades, outros sobre 10 e assim por diante (Lc 19. 17-19). Quanto a Israel, a organização do povo era bem clara (Dt 1. 13-15). Havia chefes de 1000, de 100, de 50, e de 10. Os príncipes de cada tribo eram os chefes de seus milhares. Não há dúvida de que o chefe de 50 tinha autoridade sobre 5 chefes de 10, em geral de sua família. Dessa forma as ordens de Deus aos líderes eram facilmente cumpridas por todos. Essa organização era bem tipicamente militar. Presumia a hierarquia e a disciplina. Qualquer rebelião contra os chefes de família era ensejo para aplicação da lei marcial (a morte). Assim, os chefes eram obedecidos rigorosamente. E nada menos que isso poderia ser tolerado se, se quisesse manter firme a unidade de comando em todo o Israel. O próprio Deus aprovava essa organização militar.  Ele se auto-intitulava muitas vezes de “Senhor dos Exércitos”.
     O discipulado, como opção de organização se opõe à democracia, na qual todos têm, perante a lei, igual direito de opinar sobre as decisões gerais. No discipulado as ordens vêm de cima. Na democracia as determinações provêm da maioria. Quem quiser, no sistema democrático, ter autoridade, deve fazer suas idéias conhecidas e influenciar o povo a apoiá-las. E com base nesse apoio recebido tomar as deliberações cabíveis. Os líderes em Israel Coré , Datã e Abirã não se conformaram com o sistema de governo, nem com a liderança de Moisés e quiseram mudá-los via método democrático (Nm 16). Organizaram a "Revolta Democrática" contra Moisés e Arão (mais tarde foram imitados por Absalão). Arregimentaram o povo, que com eles concordava e partiram para a ação. O resultado que colheram foi o juízo fatal de Deus.
     No discipulado parte-se do princípio de que as ordens vêm de Deus, através dos presbíteros (líderes), que são constituídos em autoridade máxima na localidade. Cada um deles repassa a orientação aos discípulos sob sua influência. E assim por diante, até que todo o povo tome conhecimento e obedeça às ordens recebidas. Não há lugar para discutir a validade das ordens. É possível discutir-se a forma de sua melhor aplicação, mas nunca a conveniência de seu cumprimento. Ordens se cumpre. À semelhança de Coré, Datã e Abirã, seria isso uma afronta a Deus e aos seus ungidos.
     A diferença básica entre o regime militar ou a organização israelita, e o discipulado cristão é que, naqueles sistemas os chefes são designados, nomeados ou estabelecidos, enquanto no discipulado o discípulo se submete espontaneamente ao seu mestre, pelo reconhecimento nele da autoridade divina. E o mestre se faz tal pelas suas qualidades espirituais, bem como pelo fruto da sua vida,  no que é reconhecido pelo discípulo. E assim, no discipulado não há tensões, ou motivos para rebelião e insatisfação. Qualquer incompreensão que haja é explicada por quem tem autoridade e assim facilmente compreendida. Em caso de disciplina ela é aplicada com amor, podendo alcançar resultados positivos.
     O discipulado permite ainda o melhor conhecimento das necessidades dos santos, bem como uma mais equilibrada divisão do trabalho na comunidade. O resultado total é o maior proveito por parte de todos, bem como uma maior potência evangelística e missionária na Igreja.

http://www.blogdopastorerico.com/2017/10/discipulado-e-ordem-de-deus.html

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Brasil Ganhou 30 Novos “Santos”; 38% Dos Brasileiros São Devotos, Aponta Pesquisa!

Papa canoniza 30 brasileiros e proclama santos meninos mártires do México. Considerados os primeiros mártires do Brasil, foram assassinados em 1645.

O papa Francisco canonizou neste domingo (15/10/2017) os 30 “mártires do Rio Grande do Norte”, considerados os primeiros mártires do Brasil, assassinados em 1645. A cerimônia ocorreu na Praça de São Pedro do Vaticano. El também proclamou santos os três “meninos Mártires de Tlaxcala (México)”, assassinados entre 1527 e 1529. Francisco utilizou, como é habitual, a fórmula em latim para proclamar a santidade e pedir que fossem inscritos nos livros dos santos da Igreja. Durante a cerimônia também aconteceram as canonizações do sacerdote espanhol Faustino Míguez (1831-1925), fundador do Instituto Calasancio Filhas da Divina Pastora e do capuchinho italiano, Angelo da Acri.
Uma missa de domingo em uma capela, uma celebração em campo aberto às margens de um rio e 150 pessoas brutalmente assassinadas. Dois massacres registrados no Rio Grande do Norte e apontados como símbolos da intolerância religiosa de holandeses que dominavam o Nordeste brasileiro em 1645 renderam ao país, 372 anos depois, 30 novos santos – “os primeiros santos mártires do Brasil”. Os chamados “mártires de Cunhaú e Uruaçú” – nomes de duas localidades da época que hoje correspondem aos muncípios potiguares de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante – foram beatificados no ano 2000 pelo Papa João Paulo II e foram canonizados neste domingo pelo Papa Francisco.
Os 30 novos santos são os únicos mortos identificados em dois massacres que deixaram um saldo de aproximadamente 150 vítimas. Por esse motivo, somente eles foram reconhecidos na cerimônia. O caso é considerado emblemático, entre outros motivos, porque os massacrados teriam “dado a vida, derramado o sangue, na vivência de sua fé”, segundo a Igreja. Em Cunhaú, 70 teriam sido assassinados em 16 de julho de 1645. O episódio é apontado como retaliação holandesa aos que seguiam a fé católica e se recusavam a migrar para o movimento religioso protestante que difundiam, o calvinismo.
O livro “Beato Mateus Moreira e seus companheiros mártires”, escrito pelo Monsenhor Francisco de Assis Pereira a partir de pesquisas históricas e dados que embasaram a beatificação, afirma que os holandeses contaram com a ajuda de indígenas para invadir uma capela da região, fechar as portas e matar quem estivesse dentro, em uma manhã de domingo.
Quase três meses depois desse episódio, em 3 de outubro, outras 80 pessoas também viraram alvos em outro cenário: às margens do rio Uruaçú, foram despidas e assassinadas por não terem se convertido ao protestantismo. Nem crianças foram poupadas do ataque. Uma delas, com dois meses de vida, foi uma das vítimas, junto com uma irmã e o pai.
Também parte desse segundo grupo, o camponês Mateus Moreira acabou virando símbolo do martírio porque, no momento de sua morte, teria bradado: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. A louvação seria uma prova incontestável de sua fé, na visão católica. Ele foi morto ao ter o coração arrancado pelas costas.
A presença da igreja católica no Nordeste já era considerada “marcante” nessa época, como descreve o Monsenhor Pereira, postulador da causa da beatificação dos mártires, no livro. “Havia padres seculares (padres pertencentes a dioceses), numerosos conventos de franciscanos, carmelitas, jesuítas e beneditinos. Eram mais de 40 mil católicos”, escreve ele.
Os holandeses aportaram na região em 1630. Eles chegaram nesse período a Pernambuco e assumiram o comando político e militar da área – estendendo o domínio posteriormente a outras capitanias, inclusive à do Rio Grande, como era chamado o Rio Grande do Norte.
Os colonizadores teriam perseguido e assassinado adeptos da religião católica que não aceitaram virar calvinistas. Na mesma época em que, por meio da Inquisição, a Igreja Católica ainda perseguia, julgava e punia acusados de heresia.
A lista de novos santos inclui um total de 25 homens, entre eles dois padres, e cinco mulheres. Eram 16 adultos, 12 jovens e duas crianças – a mais nova, o bebê de dois meses de idade.
“A identificação dos que serão canonizados não se dá tanto pelos nomes, mas também por identificação de parentesco e de amizade (das vítimas)”, ressalta o padre Julio Cesar Souza Cavalcanti, responsável por encaminhar a canonização dos mártires na Arquidiocese de Natal.
A professora aposentada Sônia Nogueira, de 60 anos, estará em Natal, a mais de sete mil quilômetros de distância da cerimônia, mas em vigília e “com o coração cheio de gratidão pelos mártires”.
Ela diz que, por intermédio deles, pediu “a graça da cura e da libertação” para o marido, José Robério, que em 2002 começou a enfrentar as consequências de um câncer no cérebro. Fortes dores de cabeça levaram o militar aposentado, hoje com 68 anos, ao diagnóstico.
O caminho trilhado a partir desse ponto foi marcado por “apreensão”, mas também pelo que Sônia resume com letras maiúsculas em um texto: “MILAGRE DA SOBREVIDA!”
A frase foi escrita por ela em um relatório que enviou à Igreja Católica no Rio Grande do Norte, em 2016, para contar a história do marido em meio a exames, tratamentos de saúde, cirurgias e momentos de “fé”.
 Rezar foi a estratégia fundamental, segundo Nogueira, para que Robério resistisse à doença, que raramente possibilita sobrevida de mais de três anos aos pacientes após diagnóstico. No laudo médico que a professora apresentou para embasar cientificamente o que considera um milagre, o neurocirurgião que acompanhou o caso de Robério o coloca no rol de “exceções da medicina”, porque ele sobreviveu.
“Já se vão 15 anos e 5 meses desde que soubemos do tumor”, diz Sônia, em entrevista à BBC Brasil. Ela não tem dúvidas: “Foi um milagre. A medicina foi só um complemento”.
Comprovação de milagres não foi exigida no processo.
Robério e sua mulher estão entre os mais de cinco mil fiéis que já relataram à Arquidiocese de Natal “graças alcançadas” por meio dos “novos santos” do Brasil.
Não foram necessários, porém, milagres para fundamentar a canonização.
“O Papa Francisco, quando decidiu pela canonização com a dispensa do milagre, colocou como um ponto básico (para a aprovação) a antiguidade do martírio e a perpetuidade da devoção do povo aos mártires”, explica o padre Julio.
Por meio do chamado processo de equipolência, o papa reconhece a santidade considerando três requisitos: a prova da constância e da antiguidade do culto aos candidatos a santos, o atestado histórico incontestável de sua fé católica e virtudes e a amplitude de sua devoção.
O mesmo processo, em que milagres foram dispensados, foi adotado para a canonização de São José de Anchieta, outro santo do Brasil.
Para Nogueira e Robério, no Rio Grande do Norte, o milagre que os mártires teriam realizado é, porém, inquestionável. “Robério foi bem aventurado no processo, por intercessão deles”, justifica a aposentada. “Como um paciente pode chegar a (sobreviver) 15 anos tomando uma medicação que segura outros por no máximo três?”.
Com dificuldades para falar e andar sem apoio, após a segunda e última cirurgia que fez, o marido faz coro: “Estava muito doente e os mártires me levantaram”.
 “Quem não vai ficar bom tendo um santo dentro de casa?”, ele questiona, referindo- se ao fato de os novos santos terem origem no estado em que mora.
A canonização deste domingo eleva para 36 a quantidade de santos considerados nacionais. Até agora, só um deles, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, mais conhecido como Frei Galvão – santificado em 11 de maio de 2007 – era, porém, brasileiro de nascimento.
Os outros cinco já oficializados, São Roque Gonzales, Santo Afonso Rodrigues, São João de Castilho, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus e São José de Anchieta, são estrangeiros, mas desenvolveram missões no país. Eles são reconhecidos por milagres.
Temer
O presidente Michel Temer divulgou uma nota por ocasião da canonização. “A Igreja Católica decidiu canonizar 30 mártires que, no Brasil do século XVII, deram a vida em nome da fé, em nome da devoção. São heróis que já são justamente honrados em nosso querido Rio Grande do Norte. São homens e mulheres que, beatificados por São João Paulo II, tornam-se, agora, os primeiros Santos mártires do Brasil”, disse. [FONTE: G1]
Mas segundo um levantamento do Instituto Datafolha, em 2017 apenas 38% cultuam um ou mais santos. Dez anos atrás, na primeira pesquisa do gênero, metade dos brasileiros (49%) afirmava ter um “santinho” de devoção.

DEUS QUER REUNIÃO OU UNIÃO?

REFLETINDO SOBRE REUNIÃO E COMUNHÃO DE CRENTES.

                           Pr.  Érico R. Bussinger
      Não é preciso muita inteligência nem muito conhecimento do meio, para qualquer pessoa descobrir que, para os crentes, o ponto alto de sua religião é a REUNIÃO.  Mais que o conhecimento bíblico, mais que a doutrina da igreja ou da denominação (que a maioria dos crentes não domina), mais que patrimônio e bens materiais, mais que a influência na sociedade ou a reputação , os crentes prezam acima de tudo pela REUNIÃO. As igrejas fazem vários tipos de reuniões, porém as mais importantes são asreuniões gerais. Não há líder evangélico que não se deslumbre ante uma grande “concentração” (de pessoas).
     Mais denominadas de CULTOS, as reuniões dos evangélicos são a sua parte mais importante, bem como se tornam também a sua parte mais frágil e vulnerável. Pelo desejo de reunirem “todos os crentes”, as reuniões evangélicas acabam se tornando em investimentos de pouquíssimo retorno. Pela necessidade de se juntar todo tido de pessoas num só lugar, numa massa religiosa muito heterogênea, as reuniões de culto acabam tendo pouco proveito 
(que se dissipa em poucos dias), a não ser alguma possível influência emocional.  As reuniões dos crentes acabam se tornando opcionais para muitos e até dispensáveis. Não são poucos os crentes que não têm mais a prática de ir aos cultos. Eles as acham dispensáveis.  Isto é, para ser considerado hoje um crente razoável, eles acham que não é necessário freqüentar todas as reuniões da igreja. Os próprios líderes sabem disso. E muitos se conformam com isso.
     As reuniões dos crentes acabam sendo muito vulneráveis. As perturbações externas atrapalham muito o proveito nas reuniões. Também qualquer choro de criança ou andança pelo salão acaba distraindo a atenção dos crentes. Pessoas que chegam atrasadas ou que saem antes do término da reunião, também distraem a atenção dos assistentes. E o proveito é muito pequeno. 
     Em conseqüência desse modelo, a briga ou disputa pela liderança da igreja (o que infelizmente sempre há) acaba se concentrando na disputa pelo microfone, ou seja, pela direção das reuniões. Os evangélicos têm muitas histórias de disputas nas igrejas que foram resolvidas “na marra” (na violência), ao se tomar o microfone e dominar a reunião. Quem controla o microfone manda na igreja. E em nossos dias, podendo até generalizar, os ladrões e criminosos estão verificando também que é muito fácil “roubar” os crentes nos cultos. Associados com outros fatores, como a insegurança no deslocamento à noite, os crentes vão esvaziando as reuniões de todas as igrejas evangélicas. Esta é a nossa realidade. E as igrejas vão se enfraquecendo.

     A estratégia de super-valorizar as reuniões e concentrar tudo no templo acaba também se tornando o ponto mais fraco das igrejas. 
     E Deus, o que pensa disso?
     Se formos verificar a base bíblica, veremos que Deus não nos vê através das nossas reuniões, embora as reuniões de culto não deixem de ser importantes (1Co.14:26). No Antigo Testamento Deus não exigia reuniões. Eram poucas as vezes que se reunia a “qahal” (ASSEMBLÉIA).  No templo (tabernáculo também) não havia assentos para reuniões. O próprio conceito de adoração, ordenada por Deus (Mt.4:10) não exigia reunião (Sl.95:1,2,6). No Novo Testamento, durante toda a fase da Igreja Primitiva, não se construíram templos e, em conseqüência, não se reuniam juntos todos os santos. E não era necessário. Mas eles tinham UNIÃO. Porque sua união se baseava na unidade dos líderes. E a igreja era descentralizada. Pequena exceção é feita aos cristãos de Jerusalém, que iam juntos ao templo, tão somente por serem judeus. Mas suas reuniões mais importantes eram feitas nas casas (At.5:42) . Em toda a História do Cristianismo, os capítulos mais importantes e os Avivamentos não aconteceram nas grandes reuniões, mas nas pequenas, com grupos caseiros e menores. As próprias instruções de 1Co.14 não se aplicariam a grandes reuniões.
     As grandes reuniões, de massa, de pouquíssimo proveito espiritual, têm mais servido à vaidade dos líderes do que a Deus. E a construção de grandes templos e catedrais somente para atender a isto. Em conseqüência, a estratégia de grandes reuniões e grandes templos se volta frontalmente contra a ordem do IDE do Mestre: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura...” Em outras palavras: ESPALHAI-VOS.
     A necessidade que os cristãos têm de comunhão com outros cristãos, dificilmente é satisfeita em grandes reuniões. Ela se cumpre mais em grupos pequenos, caseiros, que se constituem em verdadeiras células de um corpo. E facilitam a UNIÃO dos irmãos.
     Por outro lado, seria possível se viver a vida cristã sem se congregar? Não. Hb.10:25.
     Cada vez mais vamos entendendo que o nosso fóco cristão deve ser colocado nas pessoas e não nas reuniões, nos relacionamentos e não nos ajuntamentos.
     Modernamente, o avanço da tecnologia e a quase “onipresença” das redes sociais, têm confrontado a estratégia “evangélica” de grandes reuniões. Por vezes, uma quantidade cada vez maior de crentes vai às reuniões com o celular ligado e o pensamento longe dali. A ciber-interação passou a fazer parte da vida de todos. E dentro desse contexto, a noção de UNIÃO, COMUNHÃO (koinonia) espiritual, vem exigir cada vez mais que seja complementada através do uso das redes sociais, e não só através do contacto físico das pessoas. Poderíamos tentar imaginar uma igreja virtual, uma comunhão através das redes sociais e uma reunião sem que as pessoas estejam “juntas”? De certa forma, é o que hoje ocorre com os que se convertem nos países “muçulmanos”, como o Irã. Sua comunhão com outros, bem como sua edificação espiritual, se dá virtualmente.  Existirá erro nisto?  Estamos prontos para entender uma comunhão sem reunião?  É possível termos união sem reunião?  Ou reunião sem ajuntamento (reunião virtual)? Podemos usar as redes sociais para pastorear o povo de Deus? Elas se permitem ser usadas espiritualmente?
     Nesses últimos tempos, em que a fé vai se esfriar de quase todos (Lc.18:8), até mesmo pela dificuldade das reuniões, estaremos encarando a manifestação do amor e a comunhão espiritual através das redes sociais? E se Satanás, através de seus prepostos no mundo (Zuckerberg etc.), começar a nos vigiar e cercear nossa comunhão?
    Seria bom entendermos porque Deus deseja nossa UNIÃO e não necessariamente REUNIÃO.  
    Preparemo-nos para a vida cristã nos últimos tempos !

segunda-feira, 17 de julho de 2017

MESMO ABALADO E PREOCUPADO, PELO DESEMPREGO, O CRENTE, O CRENTE SE ALEGRE

O desemprego traz consigo várias aflições e provações e normalmente também uma profunda crise emocional. De maneira nenhuma queremos minimizar tudo isso, mas desejamos animá-lo! Encorajá-lo a lançar todas as suas ansiedades sobre o Senhor Jesus Cristo, pois está escrito: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7). Você notou que este pequeno versículo contém uma exortação e uma promessa? A exortação é: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade." Portanto, não devemos entregar-Lhe as ansiedades de maneira vacilante ou até com dúvidas, mas devemos literalmente lançá-las sobre Ele! Isto quer dizer: distanciar-se delas de maneira decidida. E a promessa é: "porque ele tem cuidado de vós." O próprio Senhor sabe o que é o melhor para você, pois Ele sempre tem em mente o que é melhor para sua vida! Porém, às vezes temos muitas dificuldades em entendê-lo e em nos firmarmos pela fé nessa verdade espiritual. Por quê? Porque em nossa miopia humana sempre pensamos que o melhor é "ter o sol brilhando a cada dia". De maneira nenhuma! São justamente os caminhos profundos que nos levam à comunhão dos Seus sofrimentos e, assim, a uma comunhão mais íntima com o Senhor!    Por isso, lance suas ansiedades sobre Ele e confie nEle! Isto não quer dizer que você deva cruzar os braços e deixar de procurar emprego! Lançar sobre Jesus todas as nossas ansiedades não significa que devemos resignar-nos e agarrar-nos em nossas idéias pré-concebidas sobre o que fazer ou deixar de fazer. Significa: "Senhor, eu lanço todas as minhas ansiedades sobre Ti e peço-Te: Guia-me segundo a Tua vontade e protege-me de caminhos errados". Quem confia no seu Senhor de maneira absoluta e fica atento à Sua direção, no final poderá exclamar com Davi: "...o Senhor me ouve quando eu clamo por ele" (Sl 4.3b). Pois: "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam" (2 Sm 22.31).
Fonte: chamada.com.br/mensagens/desemprego.html

sexta-feira, 5 de maio de 2017

CHAMADO PARA A COMUNHÃO! (RETIRO DE 1ºdeMaio DA COMUNIDADE RAMA Sul)

Ao meditarmos no Salmos 133, as vezes não consideramos, que ali se encontra um Importantíssimo Mandamento, qual o Senhor tem para nós: a União é uma Grande Benção. Será que o lugar da Benção seria somente no monte? Creio que o sentido da benção, está muito condicionada a nossa união, também!
Salmos 133:1-3
KJA
ACF
ARA
NTLH
NVI
Como é feliz e agradável observar quando os irmãos vivem em fraternidade! É como um bálsamo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba como se fosse a barba de Arão, até a gola de suas vestes sacerdotais. É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Porquanto ali o SENHOR oferece a sua bênção: vida para hoje e por toda a eternidade!
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes;  como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre.  
Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se todos fossem irmãos! É como o azeite perfumado sobre a cabeça de Arão, que desce pelas suas barbas e pela gola do seu manto sacerdotal. É como o orvalho do monte Hermom, que cai sobre os montes de Sião. Pois é em Sião que o SENHOR Deus dá a sua bênção, a vida para sempre.
Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes. É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.

O Senhor, quer isso pra nós! Por exemplo, nos deixou essa Palavra clara, no seu discurso de despedida: "SEJAMOS UM, ASSIM COMO O PAI E O FILHO, O SÃO"( João17:21)...POIS, FOI ASSIM QUE FOMOS CRIADOS( Genesis1:26,27 ). Tanto que esse mandamento, o Senhor Jesus, nos disse que demonstraria nossa perfeição. Isso fica claro, quando pensamos que no Arrebatamento, subirá uma única Igreja, ou também, quando há o casamento perfeito: Marido e Mulher, são ligadíssimos! E pensando nisso como exemplo, notamos que estamos muito longe, da “perfeição”, e erroneamente, procurando o que mais pode ser corrigido entre nossos irmãos, pra cumprir o Hebreus6:1-2...devemos focar na União! Esse é o mandamento: ...PARA QUE ELES SEJAM PERFEITOS EM UNIDADE...(João17:23).
É notório que não é fácil, pra não dizer: impossível....sem a ajuda do Espirito Santo. Pois, embora digamos, e até reconheçamos: “a união, faz a força”...sempre procuramos construir muros e paredes de julgamento e separação entre os irmãos! Até, quando vimos o Homem se unindo, foi pra fazer algo semelhante a isso: Todos estavam unidos e se comunicando(Genesis11:1-6), assim construíram uma torre! Quão admirável foi essa união! Mas Não O Fruto! Em vez de fazerem algo para demonstrar exemplos bons!
Também, há exemplos de grandes feitos para o Povo de Deus, com a Unidade: ...então caiu o Temor sobre o povo, e saíram como um só homem...(1Samuel11:7); após o momento de Livramento para os Judeus, que veio com uma união de jejum e clamor(Ester4:16), o povo reconstruí os muros de Jerusalém e o Altar é levantado( Esdras3:1,9 ). Enfim, são exemplos do A.T., qual o Apóstolo Paulo entendeu, e por isso tinha autoridade para exortar os irmãos de Roma e Corintios( 1Corintios1:10; Romanos12:16). Ele entendeu que o fruto de nossa perfeição, seria a União e Comunhão...vivemos lutando para sermos Um: No Casamento; Na Comunhão Como Irmãos; Na Comunhão Entre Denominações Diferentes! Temos de ajudar-nos, para cumprir!
Deus Nos Tem Chamado Atenção Para Isso!  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

PALAVRA DO Pastor ÉRICO: ONDA GIGANTE CONTRA CRISTÃOS NO BRASIL

PERSEGUIÇÃO QUE VEM SOBRE NÓS

ONDA GIGANTE CONTRA CRISTÃOS NO BRASIL
                                   PR. Érico  Rodolpho  Bussinger

     Eu tenho recebido muitas revelações de Deus sobre o Brasil. Confesso, entretanto,  que não me sinto à vontade neste ministério profético.  Preferiria, ao contrário, ser apenas um pastor ou líder, apresentando muitos resultados.  Eu me sinto como o profeta Amós (Am7:14,15), quando repreendido por profetizar no outro Israel.  Ele se disse apenas um boieiro (pastor de gado miúdo) e colhedor de sicômoros. Ou seja, ele tinha outra profissão. Mas que estava cumprindo apenas um chamado específico de Deus para que entregasse aquelas profecias. Ele não pretendia “viver de profecias”.  
    Semelhantemente eu também não pretendo atender a convites ou correr atrás de “curtidas” com o compartilhar dessas profecias.  Acredito, entretanto, que o Senhor Deus, talvez pela omissão ou incompletação de outros, me tenha dado essa atribuição específica, porque é da vontade de Deus “marcar” profeticamente e com antecedência os principais fatos no mundo e mostrar o que eles têm a ver com Deus (Am.3:7).
     De um modo geral as profecias que Deus tem me dado se encaixam bem nas palavras do livro de Amós e caracterizam no Brasil o início de uma época de maldições, em que a mão de Deus pesará sobre a nação, devido ao sal (a igreja) estar sendo insípido. E em conseqüência a nação está tomando rumos contrários aos padrões bíblicos. Essas decisões representam o conjunto de ações dos três poderes da nação, todos em sentido contrário a Deus. E de acordo com o Sl.2 o Senhor está aceitando o desafio.
     As pessoas não se entenderão, as autoridades se locupletarão, a convulsão terá lugar, pois a Economia também andará para trás. A insegurança se levantará assustadoramente. As famílias ficarão aterrorizadas. As catástrofes da natureza se sucederão. Muitas mortes completarão o quadro de uma guerra civil e muito sangue será derramado em sólo brasileiro. Isso tudo já tem sido anunciado e constituirá um quadro típico de um período de aproximadamente 2 anos, antes que venha uma estabilização da nação, já bastante empobrecida, dizimada e totalmente alinhada com os rumos do Anti-Cristo (EUA + Europa).
     De uma forma específica, agora, Deus está me revelando que acontecerá uma onda gigantesca de perseguição aos evangélicos no Brasil. Estarão alinhados a mídia, os governantes (os 3 poderes), as forças do crime (que até agora têm sido condescendentes com os cristãos, pelo fato de uma maioria de seus membros ser originária de igrejas evangélicas – filhos de crentes ou desviados), as forças políticas, além dos principais interesses econômicos.  Muitos evangélicos em desespero tentarão ir para o exterior e outros se mudarem para demais regiões do país. As igrejas serão perseguidas e assaltadas. Tudo com a permissão de Deus. É a perseguição da dor, que visará fazer os cristãos chorarem e se arrependerem, cumprindo assim 2Cr.7:14.
     Em conseqüência dessa grande perseguição, que trará um despertamento espiritual movido pela dor, é que haverá um avivamento espiritual que agradará a Deus. Depois de tudo, muitas conversões verdadeiras acontecerão.Muitos se voltarão para Deus. Em todas as igrejas.  Mas nunca mais os evangélicos terão influência sobre os rumos da política. Serão tempos novos. O país estará totalmente alinhado com o espírito do Anti-Cristo.
     Mas até lá, Deus terá conseguido o efeito bom que visava com o Seu povo no Brasil, o que não tem acontecido até então.
     Leia e contextualize o livro de Amós.
     A bênção de Deus.

                                                  Niterói-RJ, 18 de janeiro de 2017

VOCÊ NÃO ESTÁ ABANDONADO!

Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?” (Lucas 15.4).
Com quanta fidelidade o amor de Deus lhe acompanhou em cada passo de sua jornada! Quantas vezes você pôde sentir o afeto de seu Salvador! Mesmo assim, certamente aconteceram diversas falhas das quais você nem gosta de lembrar. Como é bom que os filhos de Deus têm a chance de recomeçar, seguros nas mãos do Senhor Jesus. Como é bom saber que o versículo a seguir também vale para nós: “Lavrem seus campos não arados e não semeiem entre espinhos” (Jeremias 4.3).     Assim, enquanto olhamos para trás e lembrarmos da nossa caminhada, depositamos nossos bons propósitos com plena confiança na mão de Deus. Montamos cuidadosamente nossas ideias e planos como se fossem blocos de construção coloridos. “Senhor, conceda êxito!” De alguma maneira, pretendemos evitar erros antigos, já que – como imaginamos – aprendemos as lições do passado!    A dúvida, porém, é saber qual dos blocos colocamos primeiro em nossa “torre”. Qual deles terá prioridade? Leitura bíblica? Oração e hora devocional? Dedicação ao trabalho da igreja? Casamento e educação dos filhos? Trabalho e subsistência? Saúde? Férias? Aquisições?    Enquanto cada pessoa constrói sua torre, observamos que, sem muita demora, esta começa a balançar consideravelmente. Resignada, a pessoa fica zangada consigo mesma e sente que rapidamente cansou em sua luta na fé. Assim, seguem-se os dias, passam-se os anos.    O que, no entanto, você poderá apresentar ao seu Senhor como o resultado da sua vida? Você está animado com essa ideia? Ou ela o desanima e leva ao desespero? Você alguma vez já se deu conta de que o Deus vivo está observando os rastros da sua vida justamente nesses momentos? Lembre-se que Deus não fica indiferente com o que se passa em seu coração.