sábado, 14 de abril de 2018

IMITARMOS O BOM EXEMPLO É BOM! MELHOR AINDA, É IMITAR O FILHO DE DEUS

Conhecida frase do Chacrinha que diz:”na Tv, nada se cria, tudo se copia”.
Bom, hoje ainda mais se nota essa realidade. Principalmente aqui no Brasil, qual a maioria dos programas de Tv, são cópias uns dos outros, e sua inspiração são os programas norte-americanos! Mas, fato é, que a cópia, ou também, a imitação é de nosso apreço! Sempre nos lembramos do PauloManso, TomCavalcante, entre tantos...eles imitam de tudo...e nos divertimos, até com a nossa imitação.
Agora, já pensou o quão é demorado, ou até difícil imitarmos uma boa ação, um bom caráter...para exemplificar, note que é muito divulgado, alguém devolver um dinheiro ou bem precioso encontrado! Isso, devia de ser algo muito normal.
Por exemplo, imitar o bom caráter. Isso, deve ser o objetivo de todos da sociedade.
Por isso, que o Apóstolo Paulo inspirado pelo Espirito Santo falou repetidas vezes em imitarmos A Deus, A CristoJesus,  ou até, a ele(Paulo, imitava a Jesus: 1Co 11:1; 4:16; Fp 3:17; 1Ts 1:6; 3:9; 1; Hb 6.12).
Agora, o imitar a Jesus, ou imitar a Paulo, deve ser feito observando a Biblia, Orando( No Evangelho de Lucas, Temos Certeza, que O Senhor, orava muito!), pedindo o Auxilio/Ajuda/Unidade do Espirito Santo e Em Comunhão Com a Igreja.
Alguns, erroneamente, pensam que imitar a Jesus é ser Celibatário, assim querendo carregar um fardo maior que podemos carregar(1Tm 4:3), ou até pior, querendo fazer o mesmo sacrifício que o Cordeiro Pascal-Ressurreto, fez: se crucificando, se auto mutilando.
Não é assim, que devemos imitar a Cristo!
Assim como O Senhor Deus, falou a Abraão, devemos SER a benção...ser uma benção, com nossa alegria, animo, boas palavras, auxilio, intercessor, ajudador, boa pessoa...etc

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quinta-feira, 29 de março de 2018

ENCONTRÃO DE Pascoá 2018 - RAMÁ SUL

Nós da Ramá Sul, nos reunimos periódicamente.
E quando o calendário nos propicia um período como esse, o feriado de Pascoá, melhor ainda
Nesta ocasião, nos reuniremos no Sitio Laranjal : Garcez - Rod. RS-020, parada 75, 7009 - Neópolis, Gravataí - RS, 94175-170
Nas datas: De 30/3 a 1º/4 de 2018...com todos os dias Reuniões, Encontros Temáticos, Estudos, Louvor e Muuuiiita Oração

Com o tema: ORAI EM TODO O TEMPO ( Efésios 6.18 )

terça-feira, 13 de março de 2018

COM O QUE, VOCÊ ANDA PREOCUPADO?

   Devemos ponderar que entender a Bíblia, e mais ainda, interpreta-la como um livro em ordem de uma história, não é viável...alguns tentam lê-la começando por Genesis ou Matheus ou Salmos, mas, na sua grande maioria, desistem. Pois, cada Livro tem um pouco do Evangelho e um pouco de história do povo de Deus. Eu penso que o Livro que tem algo próximo de “Resumo” da Biblia, seria o Livro de Hebreus. A maioria dos leitores, também os Cristãos, que além de Estúda-la, tem por meta seguir seu preceitos, se depara com sua complexidade. E isso, só é resolvido, só é respondido e entendível, através do Espírito Santo, e, ainda mais com comunhão dos Líderes e da Igreja. A própria Bíblia, registra algo bem semelhante destas dúvidas, quando o Eunuco de Candace lia a Palavra, mas não entendia (Atos8:34). Alguns “mistérios” também continuam sem resposta e outros, são respondidos e aplicados na vida de cada Cristão, a medida que via crescendo, fortalecendo sua fé e entendimento no Caminho para o Céu. Podemos citar como exemplo até que ponto, ou, com o que devemos nos preocupar.


   Note que o ReiDario, se preocupou muitíssimo com seu Servo Daniel, o Idoso/Experiente/Invejado ( por seus opositores: 2 Príncipes e 120 Governadores ). E isso pode ter proporcionar o miráculoso livramento de Daniel, dos ferozes e famintos Leões ( Daniel6.24 ). Quem sabe, não podemos chegar a conclusão de quem, e, qual foi a oração ( sê é que, já não estava nos Planos Divinos, esse livramento! ) que levou o Senhor, a fazer com que os leões jejuassem. Mas, venho supor, pra lhe chamar a atenção ao fato de que a gente deve se preocupar com os menos favorecidos/com os outros/com o próximo, que Dario pode ter feito a seguinte oração: “Oh Deus de Daniel, nesta noite reconheço que preciso da ajuda deste senhor, ele tem servido fielmente este Reino, como sérvio ao ReinoBabilonico, e reconheço que tive influencia nesta situação. Portanto, nesta noite quero fazer um propósito de ficar em Jejum e clamor pela vida deste homem ( Daniel6.18; 2Corintios11.28; 1Timóteo5.8). Ele nos dá um grande exemplo de preocupação com os outros. Em vez de se preocupar com a vida e “coisas” dele, se preocupa com seu servo, e por consequente com a Nação e Autoridades.
   Ter o entendimento de com que devemos nos preocupar, requer ajuda de Deus. Não devemos nos preocupar com as coisas desta vida. Jesus nos instrui e demostra, que devemos nos preocupar em confiar N’Ele e ser salvos ( Mateus 6.34; Lucas10.41; Filipenses3.19 )...Note um exemplo de instrução e aplicação : Marta e Maria. Maria tava fazendo a coisa certa: Lucas10:41 ( buscando a Deus, procurando as dádivas e bençãos espirituais: Colossenses 3.1,2; Mateus6.21 ) & Marta, estava procurando servir, ser prestativa, ser virtuosa ( Provérbios31.10-31; 6.6-11 ). Não podemos dizer que Marta estava errada! Ela teve a boa intenção.
   Esses exemplos, em livros e épocas ( me refiro, da história e contexto contado ) dão-nos o exemplo, pra buscarmos o auxílio de Deus, pra nos preocupar com coisas certas: seja nossa salvação, nossa comunhão com o SenhorJesus, nosso crescente e frutífero entendimento da Palavra de Deus, mais orações e amor com nosso próximo.



terça-feira, 6 de março de 2018

VALORIZE A IGREJA, A BÍBLIA E O CULTO, COMO OS JUDEUS VALORIZAM JERUSALÉM!


SALMOS 87:2, 3 e 7
O Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.
Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus.
Tanto os cantores como os que tocam instrumentos dirão: Todas as minhas fontes estão em ti.

     Não pense que vamos parar de repetir: tudo na Bíblia, é pra nosso ensino, aplicação pessoal e todos exemplos são atualíssimos! (Rm15.4 ; 1Co 10:11). A identidade de cada tribo e a origem de cada indivíduo/cidade, é semelhante ao nosso ministério e particularidade.Não obstante, as vezes pensamos que Deus, tem preferidos ou menos favorecidos, mas não. Embora possa parecer que Deus, ame ou abençoe mais o outro, O Senhor, tem o plano para nossas vidas, o nosso ministério e nosso fardo, igual a nossa capacidade de efetiva-lo.
    Pois bem, este Salmo fala sobre Jerusalém, a Cidade de Deus. Cidade, que mencionada na época de Abraão como Salém, cidade de Paz, tendo como Sacerdote, Melquisede...ele, não tinha Genealogia(então não tinha Pai/Mãe). Essa cidade, era o localidade integrante da conquista dos Hebreus, no plano de instalação na terra dos Cananeus, mas não foi conquistada até o período de Davi(2Sm 5.6). Até então, os Hebreus, não tinham conquistado Jerusalém/Sião. Ela que independente de sua origem, era, segundo nos parece no relato deste Salmo e na passagem de Melquisedeque a escolha de Deus, bem antes de Davi, te-la conquistado. Embora essa cidade/localidade, tenha sido anteriormente chamada de cidade de Paz( logo, temos de idealizar que é um local abençoado, se não divino, pois Paz, só em Deus: Jo 14.27; Fp 4.7; Is 9:6 ). Mesmo com esse histórico, essa cidade, não deixa de ser mencionada por Deus, com seu passado não muito feliz: veja o contexto de Ezequiel 16:33!
   Isso, tem de servir de base e reflexão, pra nós, que assim como as Cidades/Tribos/Reis, cada um destes, representam as Igrejas e os Cristãos de hoje, em dia. Muitos tem um passado, bem mais mundano que outros; outros, tem mais fraquezas e caídas; alguns, tem um crescimento mais rápido que outros; alguns, estão numa Igreja maior que outras; alguns, estão numa Igreja mais frutífera ou “ungida” que outros...mas, independente disso, é notório( ao menos na teoria!. . .se fosse na prática, iriamos aceitar como somos e onde estamos, com a visão de: é como sou, e, onde estou, que O Senhor, quer me usar ) que Deus, dirige nossa vida...Pra tudo Deus, tem um plano, e uma direção.
     E, embora a cidade de Deus, seja Jerusalém, nenhuma das outras, foi anulada ou deixada de lado. Veja, o exemplo de Belém em Miquéias 5.2. Da mesma forma, como Jerusalém tinha sua importância, sua unção, o plano Divino, era a capital dos Judeus, era motivo de alegria e inspiração pra eles ( Na ACF, o Versículo 7, passa esse contexto. Corroborado, com Salmos 137.1-5. Da mesma forma, que Jerusalém tinha sua importância ( no Culto, na Alegria, no desejo por estar ali, na inspiração, etc), assim deve ser a Igreja pra nós; deve ser a leitura da Biblia pra nós; deve ser a comunhão pra nós.  Igreja e a Bíblia, tem os atributos de Deus, mencionados no inicio deste Salmo.
     Valorize sua forma de Culto; Valorize sua Igreja; Valorize a Bíblia

domingo, 11 de fevereiro de 2018

“Mas agora que se vê em dificuldade, você desanima”. . .”se fosse comigo, eu apelaria para Deus.” JÓ 4:5 ; JÓ 5:8

   Nessas partes de versículos, vimos a errônea acusação de que Jó estava desanimado no caminho de Deus( pois, a dificuldade e o desânimo natural, pelo quadro apocalíptico, nada mais do que natural!). Se nota, o aconselhamento, qual Jó não deixou de praticar: buscar e confiar em Deus, única e exclusivamente. Se fosse nós dando o conselho, ou, na pele de Jó, que faríamos? Creio, que a maioria, iria consorciar um enfraquecimento na Fé, com o tratamento psicológico, até com uso de medicamentos.

   Sabemos que sejam leitores e/ou não, da Biblia, a noção de atualidade das Sagradas Escrituras, é superficial. A Constatação disso, é lamentável! Principalmente os Crentes, qual deveriam de manejar bem, a Palavra da Verdade, poderiam testemunhar e expor essa verdade, muito bem. A Bíblia, além de ser atual no sentido de suas profecias, principalmente quando vemos o final dos tempos se aproximando, mais ainda é atual, pelos assuntos que aborda: Convivência Social, Conceitos Éticos/Morais/Saudáves/Sexuais, Relações Familiares/Conjugais/Laborais, entre outros. Mas, a Bíblia, ainda fala sobre os conflitos e situações psicológicas que enfrentamos e vivemos.
Quem sabe, nunca veio ao seu pensamento, mas se Jó vivesse em nossos dias e fosse levado ao psicólogo, qual seria o diagnóstico e tratamento? Creio que irás concordar comigo, que o primeiro diagnóstico, seria sim, o que se tem apontado como a Comum e Popular: Depressão. Bom, poderíamos pensar também em Sindrome do Pânico, entre outras. Mas o fato é que, naquela época, assim como ainda hoje, em muitos locais distantes ou para populações não agraciadas como nós, não existiam Psicológos. Assim, Jó ficou falando com a Esposa( Acho que foi a pior conversa!), e mais ainda, seus amigos. E aí, que está um fato bom, que hoje os Psicólogos o fazem: Ouvem muito. . . Coseguiram se manter calador por 1 semanda. Assim, nós já temos um ótimo tratamento: Fala...Fale...Fale. Mas, quando não tiver bons ouvintes, fale/grite/chore, para aquele que nunca o acusará e lhe dará ouvidos com o maior Amor e Atenção do mundo: Cristo, O Auxilio Bem Prensente Nos Tempos de Aflição( Salmos 46.1-3)


   Na realidade, o proceder dos amigos de Jó, foi bom por 1 semana. Após esse período, eles (Nada mais natural, e iriamos fazer o mesmo, acho que antes), começaram a tentar encontrar a razão do acontecido com Jó. O que tinha acontecido com ele, levaria qualquer um, em nossos dias a entrar na loucura, abandonar a Deus, desistir da vida( isso, não quer dizer somente, suicidar-se), se afastar de todos. Aí, viriam as possibilidades de constatação das doenças psicológicas. No caso de Jó, os amigos (qual poderíamos comparar ao tratamento psicológico de hoje) acharam que ele estava “pagando” por algum pecado de arrogância ou moral ou abandono de Fé.  Já sua companheira, foi mais além, até parecendo que não acompanhava o Jó, na sua Fé e Retidão, dizendo pra Ele abandonar o temor a Deus, e assim morrer(será a sugestão de suicido? Misericórdia!)
   Os amigos e esposa, tiveram uma leitura e conselhos, qual não serviram para a realidade do Crente Firme, na Fé, Jo. Assim como o Mundo de hoje, tem tratamentos  Psicológicos( isso incluí a Alma e o Espírito ) humanistas ao extremo, eles acharam que tudo não passava de causas criadas pelo próprio Jó. Qual poderia ter fim, se ele se humilhasse, buscando o perdão e o auxilio de Deus. Mas, lendo o Livro, onde encontramos o Jó, não buscando o auxílio e clamando a Deus? O Versículo mais famoso do Livro, é exemplo disso: “Porque eu sei que o meu Redentor vive... E depois...ainda em minha carne verei a Deus”.  Ele, buscava a Deus e mais ainda expunha pra Deus o seu sofrimento e o pedido de ajuda. Não vejo um Jó desanimado ou buscando o auxilio de outros deuses!

   Pra nós, Fica a dica, devemos buscar o ânimo, alegria e refrigério, em Deus! Sabemos que todos os acontecimentos e evoluções da medicina, aconteceram com a permissão de Deus, portanto, não vamos dispensa-las. Mas, fato é, que se acontecesse tudo que aconteceu com Jó, em nosso dias, as reações negativas seriam muito maiores, com nós! Mas, ele buscou a Deus, não se deu por vencido e abatido. Buscou a Deus, mesmo sem forças e vontade. Que exemplo. Fique sempre buscando e falando com Deus...as vezes, vai estar tudo bem, as vezes serão bênçãos, as vezes terás problemas, mas, o pior pode acontecer: você não terá ânimo/vontade...AÍ CLAME A DEUS PRA LHE RENOVAR, DAR FORÇAS, DAR ALEGRIA...Grite, Chore, Clame. Ele É Fiel e Amoroso, Vai lhe atender.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A CONQUISTA DA TERRA DE CANAÃ, TEM ALGO A NOS INSTRUIR?

Mas à tribo de Levi, contudo, Moisés não outorgou herança material,
porquanto, Yahweh, o Deus de Israel, é a sua plena herança, como lhe havia prometido!
Estas sãos as terras que os filhos de Israel receberam por herança na região de Canaã,
 e que o sacerdote Eleazar, Josué, filho de Num, e os cabeças dos pais das tribos dos israelitas repartiram entre eles. A divisão da herança foi estabelecida por sorteio entre as nove tribos e meia, como Yahwehhavia orientado por meio de Moisés, porquanto Moisés já tinha concedido herança às duas tribos e meia a leste do Jordão. Contudo, aos levitas não havia distribuído herança entre eles. Os filhos de José, porém, formavam duas tribos, Manassés e Efraim, e não se deu na terra parte alguma aos levitas, senão cidades para nelas habitarem, com as pastagens para seu gado e a sua manutenção.

 ( Josué 13.33 – 14.4 )
Pensando sobre essa passagem, e considerando que ainda tem mais pontos e detalhes, me vem o pensamento: não seria mais natural/prático/divino/perfeito/etc, o Jeová Jiré dar o mapa, ou, designar qual seria a terra de cada tribo, de cada clã...e naturalmente, dar Jerusalém a Tribo de Levi!?
Lendo alguns versículos, e considerando o contexto todo de Josué e Números, o qual irá nos relatar que cada tribo conquistaria sua parte da terra dos cananeus, com ajuda das outras, em meio a guerra após o sorteio. Parece que o Senhor queria prová-los, e quem sabe até dificultar sua conquista mas não. O Senhor queria, que o povo, em todos os momentos orasse e dependesse do favor e direção de Deus.
Entender, compreender e aplicar a Palavra, parece impossível. Mas, sabemos que pela ajuda do Espírito Santo, pela comunhão com a igreja e irmãos, pela audição das pregações conseguimos muito êxito.
E nosso objetivo é a salvação de nossa alma, bem como dar frutos nessa Terra. Para isso, seria muito bom, termos um “manual”, claro e fácil!
Não conseguimos bolar uma receita, ou traçar um mapa, ou uma relação de mandamentos para adquirir a Salvação, ou seja, nossa morada no Céu.
Da mesma forma, podemos comparar que os Israelitas passaram por essas dúvidas na conquista de Canaã, pois eles também tiveram casos de: irmãos que sem esforço já tiveram sua bênção, outros tiveram que lutar, e ainda ficaram sem ver sua recompensa. Para completar a semelhança, os Levitas, não ganharam terra deles (eles poderiam morar e criar somente nas terras que eram usadas pelo serviço religioso). Nesse período, em que ainda está fresco em nossa memória, o relato do Pastor que se suicidou, ao qual o sentimento dele era de abandono bem como é hoje. Os Levitas moravam em terras onde ficavam os acusados de crimes, onde eram feitos os cultos, onde era o caminho para se ir ao templo e eles contavam com a fidelidade dos outros a Deus (sendo o povo fiel aos sacrifício e dízimos, nunca iria faltar seu sustento. Tendo uma sociedade justa/sem crimes, as terras poderiam ser usufruídas por eles, com toda liberdade). Tudo os fazia a orar e depender de Deus, entretanto, ainda mais os obrigava a interceder pelo povo. Mas, o povo também, clamava a Deus, desde o momento de tirar a sorte pela terra, passando pelo clamor a Deus, para que seus irmãos os ajudassem na batalha pela conquista da terra. E mais ainda clamavam a Deus para que a vitória perante os inimigos viesse!
Na minha percepção, quando havia o sorteio da terra o povo não ficava indiferente com o caso! Mas, creio que os Líderes, estimulavam o povo para orar e pedir a Deus, aquele desejado, ou seja, o melhor pedaço de terra.
Hoje, para a nossa caminhada cristã e mais importante para conquista da nossa mansão celestial/nossa salvação, também devemos proceder com essa receitada do povo israelita

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UMA INTRODUÇÃO AO DISCIPULADO CRISTÃO - DISCIPULADO É ORDEM DE DEUS

   Há um texto nas Escrituras que nos deixa maravilhados. É o capítulo 25 de 1º Crônicas, que registra a organização e a atividade específica de um grupo de levitas que se dedicava exclusivamente à música. O versículo 6 resume a beleza daquele quadro, quando afirma que 
todos os músicos e cantores estavam sob a direção respectiva de seus pais Asafe, Hemã e Jedutum e estes sob as ordens do rei Davi.  Que segredo havia naquelas famílias, para conseguir aquela submissão espontânea, pois que da qual se exigia harmonia e dedicação? E não há dúvida de que todos estavam em comunhão íntima com Deus, a ponto de profetizarem com harpas (v.3), terem visões espirituais (v.5), estarem aprovados e serem constituídos alvos de promessas especiais de Deus. O grau de harmonia entre aquele grupo era tão grande, que se consideravam iguais entre si, a ponto de se submeterem todos a um sorteio comum para lhes designar os deveres (v. 8), independentemente de hierarquia, antiguidade ou privilégios especiais.
     A explicação para esse exemplo tão tocante está no v. 8: o tipo de relacionamento que cultivavam – O DISCIPULADO. Mestre e discípulo eram iguais nos deveres, mas respeitosos na submissão (v.6). Estes dois pontos caracterizam princípios para todos os cristãos em sua relação no corpo de Cristo e atividade espiritual.
     O DISCIPULADO é, pois, um tipo de relacionamento que gera uma submissão espiritual desejável. Davi era o chefe daquele grupo que se compunha de 288 músicos. Certamente não por ser rei, mas pelas suas qualidades. A submissão do discípulo ao seu mestre não se dá numa base formal, como se na obra de Deus alguém pudesse ser nomeado mestre por um decreto ou portaria, ou mesmo eleição.  Antes, porém, se baseia na autoridade espiritual do mestre e no reconhecimento dessa autoridade por parte do discípulo.     
     A ligação mestre - discípulo se baseia na diferença de espiritualidade entre um e outro. O mestre ou discipulador é uma pessoa que aprendeu antes, passou por todas as etapas do aprendizado e tem amor pela obra de Deus, a ponto de conseguir fazer discípulos e se dar por eles.  Por isso se estabelece (formal ou informalmente)  um compromisso de aliança entre ambos. O discípulo se submete ao mestre.
     Apesar da autoridade espiritual, o mestre não se sente no direito de "mandar" no discípulo, como que querendo  controlar a vida dele. No culto, na atividade espiritual, o mestre serve junto com o discípulo. São todos iguais. Ele trabalha também. É como o que fizeram todos os príncipes na reconstrução dos muros de Jerusalém com Neemias.
     A vida e o ministério de Jesus sobre a terra foram um exemplo insofismável do discipulado, bem como o método ou a forma de trabalho do apóstolo Paulo. O escritor Robert E. Coleman, em seu livro intitulado em Português “O PLANO MESTRE DE EVANGELISMO”, analisa com extrema felicidade o ministério terreno do Senhor e estabelece os 8 princípios do discipulado cristão, o que deveria merecer a atenção de todo cristão sério, bem como de todo líder evangélico. São eles: SELEÇÃO, ASSOCIAÇÃO, TRANSMISSÃO, DEMONSTRAÇÃO, DELEGAÇÃO, SUPERVISÃO e REPRODUÇÃO.
     Ao partir, o Senhor deixou-nos a ordem clara: “ Ide por todo o mundo e fazei discípulos...” O IDE é inseparável do FAZER DISCÍPULOS. É impossível fazer discípulos sem ir (como que esperando por eles- e há muita gente nas igrejas assim), como é inútil ir pregar sem uma condição mínima para discipular, ou consolidar os resultados alcançados. Seria como que semear apenas à beira do caminho, esperando que Satanás não roube a semente lançada e ela germine sozinha (assim só mato). Ou como continuar pescando em alto mar,  com o barco a pique, sem condições de trazer os peixes.
     O fazer discípulos é, pois, em primeiro lugar, a ordem máxima do cristianismo. É a missão principal do cristão, à qual todo cristão deve se dedicar, para não ser uma pessoa estéril.
     Ocorre, porém, em nossos dias, uma confusão perigosa entre o IDE  e o VINDE. Parece que a tendência geral entre os cristãos mais sinceros é de enviar obreiros para pregar aos incrédulos, para depois trazê-los (para a sua Igreja). A atitude atual parece ser, pois: “ide, e depois vinde”; como se não se cresse no poder do Senhor, para dizer: “ide, ficai, crescei, multiplicai-vos.”
     Novamente em Israel encontramos esclarecimentos adicionais sobre este assunto. Foi o próprio Senhor quem ordenou aos filhos de Israel que viessem todos ao templo três vezes por ano (Êxodo 34.23). Quando no deserto os israelitas se acampavam, cada um deveria fazê-lo, não no lugar que achasse melhor, mas cada um sob o seu respectivo estandarte, e todos ao redor da tenda da congregação. Cada tribo (cada grupo) com seu príncipe, segundo sua família, a casa de seu pai (Nm 2.2). Isso era necessário para que houvesse ordem entre todo aquele grande povo. O discipulado tem uma de suas finalidades no arregimentar um grande número de pessoas, guardando uma necessária unidade de ação. Este ideal é praticamente impossível  de ser alcançado com uma liderança fraca ou um governo frouxo e destituído de discipulado.
     Os príncipes (os homens principais) de cada tribo desempenhavam um papel muito importante no governo civil em Israel, mas não no culto a Deus. Cada príncipe era o filho mais velho do príncipe anterior e, sendo assim, em questão de ordem, todos da tribo lhe deviam obediência. Isto é a área de governo da igreja, visando ordem no povo (para que haja progresso).  Mas  no culto todos eram iguais. E os sacerdotes, que ofereciam os sacrifícios, eram servos de todos.  Deus atenderia a todos e a cada um que tivesse o coração sincero e O buscasse em espírito e em verdade, como adoradores verdadeiros.
     Em Números 10 se estabelece a instituição das trombetas, que deveriam ser tocadas pelos sacerdotes. Elas eram o meio de comunicação rápida entre os líderes e o seu povo, fator de arregimentação. Os toques das trombetas se dirigiam ora só aos príncipes (v. 4), ora a toda a congregação (v.3). Tocavam na guerra (v.9) e nas festas (v.10). Ao tocarem, todos osdiscípulos deveriam dirigir-se aos respectivos “mestres” ou chefes. E assim todo o povo atenderia a uma só ordem.  Povo de convocação. Que maravilha!  Ficamos admirados.
     Nas passagens acima percebemos claramente duas tendências: a centralização e a descentralização.
            A organização da Igreja inclui esses dois movimentos distintos, reconhecidos em suas respectivas áreas. O governo eficiente e participativo exige a descentralização. E para tanto, nada melhor do que o discipulado. Mas o culto a Deus e a unidade de ação dependem fundamentalmente da centralização de decisões e de orientação específica. Da mesma maneira, nada melhor do que o discipulado, que é a única forma possível de garantir a obediência às ordens divinas, havendo a necessária descentralização, para o governo eficiente.
     Podemos, portanto, afirmar que a vontade de Deus na Igreja é a centralização para o culto e a descentralização no governo e na ação.

O QUE É DISCIPULADO

     Para Moisés, o conselho do sogro, de escolher anciãos que com ele dividissem a responsabilidade sobre o povo (Êxodo 18. 21-26), teve o respaldo divino (Números 11.16), de forma que entendemos ser a delegação de responsabilidades bem vista aos olhos de Deus. O próprio governo do Rei Jesus sobre a terra no milênio adotará esse tipo de organização, quando uns receberão autoridade sobre 5 cidades, outros sobre 10 e assim por diante (Lc 19. 17-19). Quanto a Israel, a organização do povo era bem clara (Dt 1. 13-15). Havia chefes de 1000, de 100, de 50, e de 10. Os príncipes de cada tribo eram os chefes de seus milhares. Não há dúvida de que o chefe de 50 tinha autoridade sobre 5 chefes de 10, em geral de sua família. Dessa forma as ordens de Deus aos líderes eram facilmente cumpridas por todos. Essa organização era bem tipicamente militar. Presumia a hierarquia e a disciplina. Qualquer rebelião contra os chefes de família era ensejo para aplicação da lei marcial (a morte). Assim, os chefes eram obedecidos rigorosamente. E nada menos que isso poderia ser tolerado se, se quisesse manter firme a unidade de comando em todo o Israel. O próprio Deus aprovava essa organização militar.  Ele se auto-intitulava muitas vezes de “Senhor dos Exércitos”.
     O discipulado, como opção de organização se opõe à democracia, na qual todos têm, perante a lei, igual direito de opinar sobre as decisões gerais. No discipulado as ordens vêm de cima. Na democracia as determinações provêm da maioria. Quem quiser, no sistema democrático, ter autoridade, deve fazer suas idéias conhecidas e influenciar o povo a apoiá-las. E com base nesse apoio recebido tomar as deliberações cabíveis. Os líderes em Israel Coré , Datã e Abirã não se conformaram com o sistema de governo, nem com a liderança de Moisés e quiseram mudá-los via método democrático (Nm 16). Organizaram a "Revolta Democrática" contra Moisés e Arão (mais tarde foram imitados por Absalão). Arregimentaram o povo, que com eles concordava e partiram para a ação. O resultado que colheram foi o juízo fatal de Deus.
     No discipulado parte-se do princípio de que as ordens vêm de Deus, através dos presbíteros (líderes), que são constituídos em autoridade máxima na localidade. Cada um deles repassa a orientação aos discípulos sob sua influência. E assim por diante, até que todo o povo tome conhecimento e obedeça às ordens recebidas. Não há lugar para discutir a validade das ordens. É possível discutir-se a forma de sua melhor aplicação, mas nunca a conveniência de seu cumprimento. Ordens se cumpre. À semelhança de Coré, Datã e Abirã, seria isso uma afronta a Deus e aos seus ungidos.
     A diferença básica entre o regime militar ou a organização israelita, e o discipulado cristão é que, naqueles sistemas os chefes são designados, nomeados ou estabelecidos, enquanto no discipulado o discípulo se submete espontaneamente ao seu mestre, pelo reconhecimento nele da autoridade divina. E o mestre se faz tal pelas suas qualidades espirituais, bem como pelo fruto da sua vida,  no que é reconhecido pelo discípulo. E assim, no discipulado não há tensões, ou motivos para rebelião e insatisfação. Qualquer incompreensão que haja é explicada por quem tem autoridade e assim facilmente compreendida. Em caso de disciplina ela é aplicada com amor, podendo alcançar resultados positivos.
     O discipulado permite ainda o melhor conhecimento das necessidades dos santos, bem como uma mais equilibrada divisão do trabalho na comunidade. O resultado total é o maior proveito por parte de todos, bem como uma maior potência evangelística e missionária na Igreja.

http://www.blogdopastorerico.com/2017/10/discipulado-e-ordem-de-deus.html